Um suspense psicológico sobre o sequestro de
uma mulher que busca na verdade sua forma de libertação.
Era para ser um dia como outro qualquer na vida de Annie O’Sullivan. A corretora de imóveis levanta da cama com três objetivos: vender uma casa, fazer as pazes com a mãe e não se atrasar para o jantar com o namorado.
Naquele domingo, aparecem poucas pessoas interessadas em visitar o imóvel. Quando Annie está prestes a ir embora, uma van estaciona diante da casa e um homem sorridente vem em sua direção. A corretora tem certeza de que será seu dia de sorte. Mas o inferno está apenas começando.
Sequestrada por um psicopata, Annie fica presa durante um ano inteiro em um chalé nas montanhas, onde vive um pesadelo que deixará marcas profundas.
Identidade roubada é o relato visceral que Annie faz à sua terapeuta dos 365 dias em que ficou à mercê do homem a quem chamava de Maníaco.
As memórias que vêm à luz ao longo de 26 sessões de análise são intercaladas com a história de sua vida desde que conseguiu escapar do chalé: a luta para superar seus medos e se reencontrar, a investigação policial para descobrir a identidade do sequestrador e a sensação perturbadora de que seu martírio ainda não acabou.
Identidade Roubada é um livro de ficção policial, mas, eu o considerei muito mais um drama, pois, o que acontece na vida de Annie O’Sullivan e as consequências dessa desgraça é de fazer chorar por vários dias, tamanha a maldade que alguns seres humanos são capazes de infringir a outro.
Annie O’Sullivan, 32 anos, corretora de imóveis de Clayton Falls, no Canadá, tinha uma vida tranquila: com um emprego estável, um namorado amoroso e uma bela casa com um cachorro no quintal.
Depois de passar o domingo num plantão de vendas de um imóvel, Annie se preparava para ir embora quando o viu Annie o homem que mudaria sua vida se aproximar. Sorridente, com olhos azuis, parecia o cliente ideal: simpático e disposto a fechar negócio.
Após dominar Annie, o homem do sorriso amigável a levou para um chalé isolado nas montanhas, onde a manteve prisioneira durante um ano. No cativeiro, ela estava sujeita a todas as perversidades e delírios do psicopata, como cumprir uma rotina doentia, dormir ao lado de seu algoz, ir ao banheiro em horários rigidamente determinados, dentre outros.
Quando Annie foge do chalé, ela retorna uma outra pessoa e terá que lutar para voltar a ser uma pessoa normal. Porém o trauma a impede de se reaproximar dos amigos e família, e também faz com que desenvolva comportamentos compulsivos.
Durante a luta para superar seus traumas e medos, Annie irá contar com a ajuda de uma terapeuta. Ao longo das sessões, a analista se torna a única pessoa a quem a corretora pode confiar sua terrível experiência. Aos poucos, ela revive os traumas sofridos naquele ano que teria preferido apagar da memória, uma viagem que a leva a encarar seus fantasmas mais assustadores.
Ler este livro foi muito sofrido pra mim, pois, na luta para se recuperar de toda a maldade que sofreu nas mãos de seu psicopata, Annie tem que se libertar e conta a sua terapeuta todos os detalhes de seus dias no seu cativeiro, e com isso a gente mergulha num mundo de dor, desesperança e completa insanidade.
Em vários momentos tive que fechar o livro e respirar bem fundo para poder prosseguir na leitura, mas, não pense que é um livro ruim, não é, mas é bastante real, e mesmo sabendo que é um livro de ficção fica difícil não trazê-lo pra realidade, haja vista, que existem psicopatas e “Annies” da vida em algum lugar, esperando serem resgatadas.
Mas, como é um livro policial, em meio a consultas de Annie a sua terapeuta, temos a investigação do sequestro dela, e aí é que se torna tudo muito chocante, quando o caso é desvendado, e conhecemos toda a teia que foi criada em volta desse crime.
O livro é pequeno, apenas 254 páginas, mas de uma profundidade, e pra quem gosta de um suspense, o desfecho dessa história é inimaginável.