Sem Perdão - Ruth Rendell

" 'Sem perdão' é um romance policial que mescla investigação e suspense à análise de dois temas - pedofilia e violência doméstica. Lidando com a brutalidade e a crueldade, inerentes à raça humana, Rendell explora o sombrio universo psicológico de personagens complexos. Na trama, Reginald Wexford, inspetor da cidade de Kingsmarkham, e os policiais sob seu comando precisam desvendar o que está por trás do estranho caso de duas adolescentes, que conseguiram escapar de um rapto, mas que, misteriosamente, não se lembram do que aconteceu. Com pistas falsas e suspeitos inocentados, este crime desafia a mente de Wexford, que ainda precisa proteger a vida de um pedófilo libertado pela Justiça depois de ter cumprido sua pena."

A autora me chamou a atenção por ser do estilo policial psicológico. Encontrei o livro por acaso no sebo e trouxe para ler. Foi uma leitura rápida, porém não tão marcante como eu esperava. O excesso de personagens e de tramas paralelas desviou muito a atenção do principal, e até agora estou pensando se há somente um livro ou vários dentro do mesmo exemplar.

Ruth Rendell narra primeiramente a história de duas garotas sequestradas por um final de semana. A primeira garota, de personalidade estranha e desenvolvimento mental incompleto, não consegue narrar tudo que lhe aconteceu com lógica, e não tem muita serventia para a polícia. A outra garota é uma adolescente esperta e arrogante. Insiste em dizer que não passou por um crime, e não é vítima de nada. As similaridades dos casos intriga o detetive Wexford, já conhecido dos romances policiais da autora, que passa a insistir em encontrar os criminosos. O desfecho desse caso foi surpreendente, daqueles que nem passam pela cabeça.

Paralelamente, um pedófilo preso há anos é solto. A polícia precisa protegê-lo da população, afinal, tendo cumprido a sua dívida com a sociedade, agora ele é um cidadão como outro qualquer. Os habitantes estão revoltados com a presença do homem, e, nessa história, vemos o poder de destruição das fofocas e dos boatos.

Ainda há outra situação. A família Devenish, aparentemente normal, está com a filha de três anos desaparecida. Esse é só um estopim para a descoberta de muitos segredos. Violência doméstica, tortura psicológica e física, abusos. Situações chocantes dentro de um ambiente de riqueza e perfeição. Novamente, cabe ao detetive Wexford apurar um caso difícil, onde a própria vítima não deseja a presença da polícia.
O detetive Wexford me pareceu o ponto comum dentro das narrativas, já que, por meio dele, surgiram todas as histórias numa certa ordem. Embora pouco tenham se tocado, as temáticas compõem um livro interessante. No relato frio e impessoal, a autora mostra que não existem seres humanos perfeitos, e que nada é o que parece à primeira vista.

6 comentários:

Débora Lauton disse...

Oi Aline,

Esse parece ser um livro bem interessante, apesar de não fazer muito meu estilo de leitura, sempre vale a pena abrir os nossos horizontes, né??
Valeu a dica...

beijos,
Dé...

Dee disse...

Esse livro já esteve na minha listinha de desejados (acho que todos lançados no mundo já estiveram O.o). Pareceu MUITO legal, totalmente minha cara! É violento? É mórbido? :P

Aline disse...

Oi, Dee!

Não é violento, não é mórbido. Tem mais elementos psicológicos dos personagens.

BJ

Jeanne Rodrigues disse...

Aline,

Quando leio me envolvo mto e sempre fujo de temas como pedofilia, entao nao sei se terei coragem de ler algum dia...
O livro parece ser daqueles bem envolventes...

Bjos,

Driza disse...

Chocante! Obrigada pela dica, Aline.

bjs

Driza

Thata disse...

Forte! Realmente essa de os adolescentes não lembrem o que acoonteceu é muito esquisito...

A capa achei bem legal!

Bjs

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