Retrato Macabro

"A artista forense Ashley Montagne e o detetive Jake Dilessio unem forças na tentativa de desvendarem mistérios que envolvem um assassino serial colocado atrás das grades há cinco anos e um bizarro culto realizado no Parque Nacional Everglades, em Miami. Tudo começa quando Ashley, ao viajar a passeio, vê um corpo na estrada e, de relance, percebe a presença de uma estranha figura encapuzada. Apesar de parecer apenas mais um caso de bêbado atropelado, ao desenhar a cena mais tarde, sua memória fotográfica revela que a pessoa acidentada é na verdade, um amigo.

Ao mesmo tempo, outro crime acontece no coração do Everglades. O cadáver de uma mulher é encontrado, e Jake teme não ter resolvido por inteiro um caso que acreditava fechado há cinco anos, com a condenação de Peter Bordon, líder de uma seita acusado de crimes hediondos. O pesadelo parece ter se tornado realidade outra vez, pois o corpo traz as mesmas marcas das vítimas de Bordon: orelhas mutiladas. A intromissão de Ashley no caso do corpo encontrado na estrada acaba trazendo surpresas: seu amigo está vivo, apesar de inconsciente, e, ainda mais chocante, pode ser que exista uma ligação entre o acidente e o caso de Dilessio.

Com o tempo se esgotando e suas vidas correndo perigo, Ashley e Jake têm de deixar de lado a falta de experiência dela em investigações e a arrogância dele até obterem respostas definitivas que desvendem mistérios ainda não solucionados."

Comprei o livro porque estava precisando ler um romance contemporâneo mais ativo, com um pouco de aventura. Mas, decepcionei-me. Além de ser monótono ao extremo, pareceu-me que a história não se desenvolve muito bem. Apesar de ser um livro longo, é pouco surpreendente, o que torna insípida a parte policial. A própria formatação da história, em planos separados por longas páginas, deixam a leitura cansativa. Os personagens, conjuntamente, são pouco explorados, e o que poderia ser uma boa história, rende um livro morno.

O casal principal é fraco. Ashley é um tantinho obcecada pela idéia de ser policial. E a aproximação dela com o tenente Jake dá a impressão de ser proposital, só por causa do cargo que ele ocupa. Jake Dilessio é um homem que vive no passado, macho no sentido da palavra, com muitas pendências a resolver consigo mesmo. O primeiro encontro dos dois é totalmente sem-graça. E o segundo, muito tempo depois, não acontece de acordo com as expectativas do leitor. A rapidez do romance, refletida na combustão imediata do casal, deixaram a impressão de que é um caso passageiro, sem grandes sentimentos envolvidos.

A trama policial é boa, mas poderia ser melhor. As divagações do tenente Dilessio, a sua fixação num acontecimento do passado, e sua inabilidade em lidar com ressentimentos, atrapalharam o desenvolvimento da história policial em si. A narrativa se prendeu muito nos personagens em separado, antigos romances, passagens da vida de cada um, para somente depois evoluir para a parte policial-romântica. Literatura mediana, estilo sessão da tarde.

3 comentários:

Driza disse...

Oi Aline,
vc não sabe qto tempo eu levo pra ler um livro assim. Umas duas semanas... muito devagar, leio uma página e já me cansa. Então, acho que pra mim não serviria nem pra sessão da tarde.
bj

Jeanne Rodrigues disse...

Aline,

leitura mediana? e com esse resumo ???

é, parece que as editoras estam nos passando a perna mesmo....

Bjosssss

Vivi Bastos disse...

Para vender vale tudo, né?

Cada vez mais assinalo o fim do mercado editorial brasileiro.

Há muito que melhorar. Como se não bastasse os livros que aqui chegam no lombo de uma tartaruga, agora não podemos nem confiar no julgamento do editor.

Por isso, que vou continuar apostando nos primeiros parágrafos dos livros que me atraírem...rs

Beijocas
Vivi

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