NIGHTKEEPERS de Jessica Andersen



A excitante estréia de uma nova série de romance sobrenatural.

Como detetive de narcóticos de Miami, Leah Daniels nunca sabe como seu dia terminará. Mas ela certamente nunca esperou ser amarrada a um altar de pedra, como sacrifício humano de um antigo ritual Maia destinado a atrair um demônio do submundo. Ou ser salva por um belo guerreiro-sacerdote que afirma conhecê-la por causa de suas visões...
Strike Jaguar desejava não ter cometido o erro de reunir seus companheiros guerreiros-sacerdotes, ou quebrar a lei ao salvar a humana escolhida para o sacrifício humano. Agora, ele não tem escolha a não ser unir forças com Leah e invocar uma mágica perigosa numa corrida contra o tempo desafiando a morte.


Como primeiro livro de uma série, esse tem extensas passagens de apresentação dos personagens e do ambiente em que a série se encaixa. Mas não é um livro cansativo, muito pelo contrário, é um livro que você não consegue largar.

É sabido que a cada 26.000 há um alinhamento entre Sol, Terra e Lua com o centro exato da Via Láctea. Quando isso ocorre, inúmeros cataclismos podem destruir a vida em nosso planeta. Da última vez, o continente de Atlântida foi destruído, restando apenas alguns guerreiros – os Nightkeepers – que mantiveram viva a memória desse fato e os meios de lutar para impedir tal destruição. A próxima data de tal alinhamento será 21/12/2012, e está registrada como data final no calendário que os Maias deixaram (e só possuiam esse conhecimento devido aos Nightkeepers, que se misturaram à esse povo e o ajudaram em sua evolução).

Os Maias, e os Nightkeepers, acreditam que nos solstícios e equinócios a barreira que separa nosso mundo do submundo fica mais fina, permitindo a passagem de demônios para nossa dimensão. Somente os deuses podem lutar contra isso e evitar a destruição do mundo. E os deuses são ajudados pelos Nightkeepers – sacerdotes-guerreiros que possuem mágica e vivem à margem de nossa civilização.

A história começa em 1984, quando o pai de Strike tem uma visão: ele sonha com um feitiço que selará em definitivo essa barreira mágica e, desta forma, evitará que os demônios possam vir para nossa realidade. Só que ao fazer isso, provoca a destruição de toda a civilização Nightkeeper. Restam apenas Strike e Anna, filhos do rei, e o winikin (servo) Jox. De guerreiro, apenas Red Boar sobrevive ao Massacre do Solstício, como ficou conhecida essa batalha.

Voltando ao presente, vemos que Leah está atrás de um assassino serial – o Matador do Calendário, que a cada solstício e equinócio sacrifica duas pessoas, sendo que uma delas é seu irmão Matt. Ao perseguir tal assassino, é traída e se vê vítima da seita que promove tais sacrifícios.

Ao mesmo tempo, Strike começa a adquirir poderes mágicos, percebendo que a barreira selada no massacre está sendo reativada. Ele e Leah vêm sonhando um com o outro, sem nunca terem se visto, e quando Leah está para ser sacrificada, Strike se teleporta para a câmara onde ela está presa e a salva.

A partir daí, temos o desenvolvimento da história, onde se descobre que os bebês que ainda não tinham tido nenhum contato com a mágica dos Nightkeepers conseguiram sobreviver ao massacre juntamente com seus winikins e são agora convocados para a luta, pois o Assassino do Calendário conseguiu reabrir a barreira com os sacrifícios humanos executados. O interessante é que eles formam um grupo totalmente diferente: de um nerd que desenvolve jogos para computador a um surfista. Três dos guerreiros são mulheres. Tem também um casal que se conheceu e se apaixonou e se casou, sem dizer um ao outro que eram Nightkeeper. Quando são convocados é que descobrem.

A autora tratou com muito cuidado a mitologia maia – seus deuses e demônios e os sacrifícios e profecias. Eu particularmente estava com receio de ler, pois tinha ouvido opiniões desfavoráveis ao livro e ao modo como a autora tratou o assunto. Mas adorei e pretendo ler o próximo para saber como o pessoal está convivendo.

Um trechinho:

A cada 26.000 anos a Terra, o Sol e a Lua se alinham com o centro exato da Via Láctea...e o pior acontece.

Durante a última Grande Conjunção, em 24.000 AC, os pólos magnéticos da Terra se reverteram, manchas solares queimaram metade do planeta, tsumanis alagaram a outra metade, e terríveis e sanguinários demônios escaparam do submundo e destruíram a civilização que viria a ser conhecida como Atlântida.

Os poucos sobreviventes da devastação, poderosos guerreiros-sacerdotes chamados Nightkeepers, conseguiram se unir e enviar os demônios de volta para o submundo, mantendo-os atrás de uma barreira de energia psíquica. Desde então, os Nightkeepers e seus servos, os winikins, têm somente uma obrigação: manterem-se vivos até a próxima Grande Conjunção, quando os magos serão o único poder entre a humanidade e o retorno dos demônios...

... em 21 de Dezembro de 2012.

Por milhares de anos, os Nightkeepers caminharam entre os homens comuns, ensinando-os matemática, ciência, escrita, e uma intricada religião politeísta baseada em sacrifícios de sangue e sexo. Eles viveram primeiramente com os antigos Egípcios e depois com os Maias, influenciando no desenvolvimento de antigas lendas e profecias, e no Grande Calendário Retrógado Maia que termina no dia da Grande Conjunção sinalizando que não haverá mais tempo a ser contado. Nesse dia, os homens entrarão em um novo ciclo de tempo, um de iluminação... ou a humanidade deixará de existir. Estará a cargo dos Nightkeepers, guardiões da noite e protetores da barreira entre a terra e o submundo, certificar-se de que o tempo continue depois da data zero e a humanidade se ilumine e não se aniquile.

Dentro do Império Maia, contudo, surgiu a Ordem de Xibalba, um grupo de magos adoradores de demônios que acreditavam que quando a data zero chegar e a humanidade for destruída, eles se tornarão os lideres da nova terra.

Os Maias não tinham conhecimento da roda ou de ferramentas de metal, ainda assim construíram milhares de altos tempos de pedra e pirâmides, que serviam a uma população que eventualmente chegou aos treze milhões. Eles adoravam o tempo e seus três calendários, um dos quais era um conjunto de profecias diárias usado para planejar tudo – desde casamentos aos nomes das crianças, a guerras e sacrifícios. Havia também profecias maiores repetidas em longos ciclos que ainda hoje existem. Uma dessas profecias, que no Calendário Gregoriano equivalia ao dia da Páscoa de 1521, falava sobre um homem branco que vinha do leste. Os Nightkeepers advertiram que ele traria morte e destruição. Os membros da Ordem de Xibalba, contudo, convenceram os Maias de que era a proclamação da chegada do deus Kulkulkan (depois conhecido como Quetzalcoatl).

Quando Cortés e os conquistadores espanhóis chegaram nesse exato dia, os Maias os receberam em suas terras e em seus corações. Pelos próximos trinta anos, as civilizações Pré-Colombianas foram dizimadas pelas doenças, guerras, e pelos esforços dos missionários conquistadores, que mataram os sacerdotes e queimaram toneladas de textos escritos no zelo de converter os “selvagens” forçando-os a esquecerem o panteão Maia e adorarem o único e verdadeiro Deus. Umas poucas crianças Nightkeepers sobreviveram ao massacre, protegidas por seus winikins... mas a maioria de suas tradições e todos seus livros de feitiços, com poucas exceções, foram destruídos.

A Ordem de Xibalba se escondeu, com o tempo se tornou apenas um boato, e depois um mito. Os Nightkeepers sobreviventes fugiram para o norte e se abrigaram com os Hopi por vários séculos, depois eventualmente se desfizeram de vários artefatos e usaram o dinheiro para construir um centro de treinamento no território de Chacoan, no Novo México. Todos os anos os guerreiros-sacerdotes se uniam no centro de treinamento para celebrar os equinócios e solstícios, os quatro dias cardinais quando a barreira fica mais fina e os magos às vezes conseguem conversar com seus deuses e seus ancestrais. Eles reuniram seus poucos feitiços juntamente com suas teorias sobre a data final e interpretações das antigas profecias em um arquivo secreto. Eles treinavam. Eles criavam seus filhos. E esperavam pela Longa Contagem acabar sinalizando a hora da guerra.

Então, aproximadamente trinta anos antes da data zero, o rei dos Nightkeepers teve uma visão sem igual – uma que ele acreditava ter sido enviada pelos deuses. Mesmo a presciência não sendo um dom de homens Nightkeepers, o Rei Scarred-Jaguar se viu liderando um ataque na junção da terra, céu e submundo e selando a barreira para sempre, usando um feitiço que estava marcado em sua mente quando ele acordou...um feitiço que não existia na terra desde 1500. Um feitiço dado a ele pelos deuses.

Essa junção, localizada em uma câmara subterrânea debaixo das ruínas Maias de Chichén Itzá, era o local onde os deuses e os demônios podiam acessar o plano terrestre. Embora selar a junção roubaria os Nightkeepers de sua mágica e os separaria para sempre de seus deuses, também evitaria o iminente apocalipse.

Ou assim acreditava o rei.

2 comentários:

Jeanne Rodrigues disse...

Regina,

vc como sempre nos apresentando personagens ainda mais fascinantes...

Bjosss

Vivi Bastos disse...

Os romances sobrenaturais estão cada vez mais avançando em enredos criativos. Bastante apetecível.

Valeu, Regina

Beijocas
Vivi

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