OBRA IMATURA de Mário de Andrade


Este livro reúne os primeiros passos de Mário de Andrade nas três principais trilhas que o escritor seguiria em seu percurso artístico: a poesia, a ficção e a criação de uma nova teoria da arte brasileira. Seu primeiro livro foi Há uma gota de sangue em cada poema (1917), que reúne os 13 primeiros poemas daquele que viria a publicar em 1922 Paulicéia desvairada, segundo livro de poesia e marco do modernismo brasileiro. Seu primeiro passo na ficção narrativa se deu em Primeiro andar, de 1926. Por fim, o ensaio A escrava que não é Isaura, em que o autor defende uma nova estética. Publicado em 1925, marca a passagem de Mário de Andrade para um lugar especial na literatura brasileira como um autor que, além de exigir de si a maior aplicação possível em cada obra literária, pensava no futuro da arte e da sociedade brasileira.


Obra imatura é a reunião de primeiras incursões de Mário de Andrade em três searas – a poesia, a ficção e o ensaio – que iria trilhar em seu percurso artístico. Como primeiros passos, buscam direções a serem completadas, mas nem por isso deixam de ser obras essenciais para entender estas faces do artista múltiplo que foi Mário de Andrade e os vários modernismos que existiram dentro do modernismo brasileiro.

Há uma gota de sangue em cada poema, de 1917, é um libelo pacifista do jovem Mário, escrito no calor da hora. É o canto de um brasileiro a favor daquilo de bom que a Europa pode legar ao Brasil – como a riqueza de sua literatura – e contra o que pode destruir essa Europa positiva, como a insânia da guerra.

Em Primeiro andar, de 1926, seleção de contos escritos de 1914 a 1922 (na segunda edição, Mário incluiria textos posteriores), vemos o progressivo avanço estético da prosa do autor. Aos poucos, a linguagem erudita do narrador e a oralidade dos personagens se confundem, até a fusão radical que alcançaria no romance Macunaíma.

O ensaio A escrava que não é Isaura mostra o pensador Mário de Andrade, estudando as vanguardas enquanto elas se formavam e enquanto o país as absorvia para conceber uma arte moderna brasileira. Tentativa de criar uma poética modernista, o ensaio teve rudimentos apresentados pela primeira vez em 1922, mas o livro sairia apenas em 1925.

Obra imatura é um rico complexo de arte e pensamento sobre a arte, de um escritor para quem a literatura era feita a cada dia, no diálogo com outras culturas e com a realidade.


Este livro procura compreender o processo criativo e o projeto literário de Mário de Andrade. “Em Obra Imatura ... Mário de Andrade desvenda o repensar incessante de quem afirmou a Manuel Bandeira, em 1925, “nunca hei de escrever obra definitiva pra mim”.”


No livro há uma reconstituição histórica da obra de Mário de Andrade, que nos situa a cronologicamente com a publicação de seus textos e a sua importância para nós, brasileiros.


Gostei muito do livro, pois me permitiu mergulhar no universo deste poeta, romancista, crítico de arte, musicólogo, professor universitário e ensaísta, em que eu conhecia apenas o seu clássico do modernismo brasileiro: Macunaíma. Ao ler Há uma gosta de sangue em cada poema e A escrava que não é Isaura fica claro enfim para mim o porquê de Mário de Andrade ter sido um considerado um vanguardista.


Recomendo o site do livro.



4 comentários:

Jeanne Rodrigues disse...

Paty,

Colocando na pilha...

Bjos,

Driza disse...

Gostei muito da recomendação. Valeu Paty.

bjs

Driza

Lili disse...

Adorei Paty!! Temos que valorizar a nossa arte sem dúvida! Esse também está na lista.

Bjs
Lili

Vivi disse...

Com certeza o livro deve ser de uma riqueza incomensurável pela contribuição do pensamento de Mario de Andrade para o ideário brasileiro. Uma dica mais que excelente, Paty!

Beijos

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