A dama e o leão - Claudia Casanova


Esta deliciosa fábula narra a emocionante viagem de Aalis, a jovem heroína, e sua descoberta do verdadeiro sentido da palavra liberdade. Aalis vivia encarcerada no castelo; sua vida havia sido raptada pela própria família. O casamento arranjado com o jovem Gilles de Soulliers era a garantia de uma velhice tranqüila para seu pai e também para a França e a Inglaterra, em guerra no século 12. Mas o seu noivo, que partira com os cruzados, morreu em batalha. Agora ela precisava fugir de outra união, com o velho Souilliers, e empreende uma fuga que a levará das agrestes paragens do norte da França para a charmosa catedral de Chartres; da sombra dos monges brancos de Císter e da ordem do Templo para os palácios onde os reis pactuam em segredo o destino dos povos.

Mais um daqueles casos em que a sinopse costuma ser mais atraente do que o livro em si. No que diz respeito ao aspecto medieval é possível encontrar um certo respaldo histórico ainda que apresente alguns equívocos aqui e ali. No entanto, um romance ficcional não se faz apenas de uma documentação plausível. É preciso acrescentar ingredientes que instigue a emoção do leitor. Em uma leitura arrastada e cansativa, vi escassos momentos de aventura. Pareceu-me a supremacia da técnica em detrimento da emoção. E é aí onde o bicho pega, isto é, onde a autora se perde. A aventura que pretendia ser de “capa e espada” é contada de forma tão apagada e desprovida de brilho que chega a causar bocejos. A história simplesmente não se desenrola. O tempo todo acontece um clímax na história que, ao invés de nos transpor para outros momentos e cenários, inexplicavelmente faz com tudo volte ao ponto de origem, como se nada tivesse acontecido. Ou seja, Aalis fugia, corria em meio aos perigos do desconhecido com o fim de alcançar seu objetivo de independência, mas a impressão é a de que ela ficava sempre no mesmo lugar: encurralada na zona de desespero de não saber-se independente como mulher, onde enfim pudesse decidir seu próprio destino.

Outro ponto que me incomodou bastante foi a ausência da descrição de personagens importantes para a trama. Ora, na minha concepção, o personagem e sua caracterização é o que há de mais importante ao se compor um livro; uma boa descrição é a chave de acesso aos portais da imaginação. Ainda que seja uma decisão de estilo e método abdicar de dar uma feição ao personagem, me incomoda não ver as suas características descritas com precisão. A sensação que tive é a de que não conheci a cara e nem o umbigo de Auxerre, o mocinho da história, mascarado pela ausência de sua própria persona. Mas, não é só com relação Auxerre que se pode observar tal omissão, muitos personagens são vozes sem rosto. No mínimo, muito estranho e impessoal. E tal fato contribuiu para que os personagens, inclusive os principais, perdessem a vitalidade em despertar o ímpeto da fantasia e da paixão em mim. E o romance de amor nem foi bom o suficiente para dar um caldo na leitura. Talvez estivesse também apagado pelo excesso de erudição e pouco entretenimento. Pronto, falei!

9 comentários:

anareis disse...

Querido(a) novo(a) amigo(a),estou precisanda muito de novos amigos pra me auxiliarem no meu projeto. Estou criando uma minibiblioteca comunitária e outras atividades pra crianças e adolescentes na minha comunidade carente aqui na minha comunidade carente no Rio de Janeiro,eu sózinha não conseguirei,mas com a ajuda dos amigos sim. Já comprei 120 livros e também ganhei livros até de portugal dos meus amigos dos meus blogs que eu tenho no google: Eulucinha.blogspot.com ,se quiser pode visitar meus blogs do google,ficarei muito contente. A campanha de doações que estou fazendo pode doar de 10,00 a 30,00 no Banco do Brasil agencia 3082-1 conta 9.799-3 ,ou por carta(correspondencia),ou pode doar livros ou pode doar máquina de costura ou pode doar retalhos. Qualquer tipo de doação será bemvinda é só mandar-me um email para: asilvareis10@gmail.com , eu darei o endereço de remessa. As doações em dinheiro serão destinadas a compra de livros,material de construção,estantes,mesas,cadeiras,alimentos,etc. Se voce puder arrecadar doações para doar ao meu projeto serei eternamente grata. Muito obrigado pela sua atenção.

Regina disse...

Oi Vivi,

Romance sem paixão não dá, né? Pelo jeito foi mais aula de história do que literatura... Acho a ambientação histórica muito interessante e importante, mas para um romance - ah! a aventura e o amor tem de falar mais alto!

bjs

Patricia Cardoso disse...

Olá Vivi,

vou passar bem longe deste livro. Como disse a e, romance sem paixão não dá!!!

Beijos,

Paty

Driza disse...

Oi Vivi,

não conheço esse livro, mas já não gostei.

bjs

Driza

Dani disse...

Ainda bem que não me deixei levar pelos impulsos consumistas antes da tua crítica Vivi. Gosto tanto do gênero que às vezes me atiro sem nem pesquisar muito sobre a obra. Mas agora já estou prevenida... Gracias =)
Dani

Carla Martins disse...

Nossa, vou passar bem longe desse!

Aline disse...

OI ,Vivi,

Saudades das suas postagens!
Adoro o estilo aventura medieval, mas precisa ter romance, precisa ser bem descrito, e prender a minha atenção.
Pelo seu resumo, acho que esse livro, apesar de ser do estilo, não tem nada do que eu mais gosto.

Pena que a gente perde um tempão lendo algo que, no final, não vale a pena...

BJS

Jeanne Rodrigues disse...

Vivi,

Sou louca pelos históricos mas ainda bem que desse vou passar longe e nem perder tempo.
Parabéns pelo (sincero)comentário.

Bjos,

Nivia Caela disse...

tenho ele, comprei por indicação da vendedora da livraria, achei que fosse legal, mas me decepcionei loga nas primeiras paginas, estou há semanas e não consigo passra da pagina 80, me dá sono a historia não se desenrola rapidamente, e a escrita é tão erudita que cansa, vc tem que decifra-lo as vezes, não gotei não, uma pena.

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