Todo Ar Que Respiras

Dona de um restaurante em Chicago, Kate Donovan não poupa esforços para cumprir seus objetivos. Mitchell Wyatt é um empresário de personalidade indomável, herdeiro da expressiva fortuna da família Wyatt. Kate tentou resistir a Mitchell, mas foi em vão. A princípio, deram passagem à timidez, mas com o tempo se entregaram a um turbilhão de emoções novas e mágicas, diferente de todas as experiências que já haviam vivenciado.
O cenário da paixão arrebatadora é a ilha tropical de Anguila, terrritório britânico no Mar do Caribe. Mas a plenitude da felicidade chega ao fim quando Mitchell é intimado por sua família a comparecer ao interrogatório sobre o desaparecimento de seu irmão. Com o alvoroço e a pressão provocados pelos jornais, ele se isola em seu mundo de poder e privilégios.
Insegura, Kate começa a desconfiar do que sabe a respeito de sua misteriosa paixão. Teria sido ele o culpado de um escândalo com tamanha proporção? Que segredos revela seu passado? O que o futuro lhe reserva? O que ele planeja com ela?
Numa história que dosa paixão, mistério, assassinato e psicologia em tom dinâmico e arrebatador, a mestre do romance Judith McNaught, autora do best- seller Witney, meu amor, instiga leitores do mundo inteiro a conhecer o desfexo dessa eletrizante relação de Kate e Mitchell e das inúmeras intrigas em que se envolvem.

***

Este comentário contém spoilers

Embora o livro tenha sido um bom entretenimento, Todo Ar Que Respiras, para mim foi muito decepcionante. Judith Mcnaught certamente não fez o seu melhor, nem mesmo o seu segundo melhor! Apesar disto, Judith continua sendo a minha autora preferida em romances, mas se destaca muito mais no gênero histórico. Com exceção de Em Busca do Paraíso, Judith Mcnaught tem se saído melhor com certeza nos romances históricos.

Já li quase todos os livros da autora. Seus personagens marcantes, complexos, originais, com narrativas inteligentes e perspicazes, destacam-se por sua excelência sem dúvida. No entanto, em Todo Ar Que Respiras, os personagens são totalmente previsíveis e ocos. O enredo então, é tão clichê, que estou certa de ter lido várias versões do mesmo muitas vezes em outros romances...

Para piorar Judith Mcnaught não tem cacife para romances policiais, pelo menos neste livro ela mostrou exatamente isso para mim. Foi tão sem propósito, o assassino foi pessimamente escolhido, sem falar da falta de criatividade do crime e depois do sequestro. E o que era aquilo das secretárias de Mitchell num capítulo inteiro falando sobre ele?! Os protagonistas foram muito pouco desenvolvidos pela autora, e para tampar o furo, a autora nos últimos capítulos inventa duas personagens, descrevendo apressadamente o homem de negócios, que a mesma não colocou desde o início do livro... Outra coisa, foi Kate (a protagonista) não ter revelado o filho para Mitchell. Outro detalhe bem clichê ( e sempre acho de muito mal gosto por sinal), mas o pior foi realmente a desculpa dela de esconder isso, foi tão fraco, que acabou para mim se revelando uma personagem orgulhosa e burra!

A melhor parte do livro sem dúvida é na Ilha tropical de Anguila, lá realmente conteve algumas páginas muito atrativas. Afinal, um dos pontos fortes da autora são as narrativas e diálogos inteligentes e com certa dose de humor em seus personagens. Apesar, de ter ficado decepcionada com o enredo e com as características um tanto batidas e prevísveis dos mesmos, achei os diálogos muito interessantes e envolventes como sempre...

Destaco ainda uma curiosidade. A autora no começo do livro agradece aos seus colaboradores. E já no primeiro parágrafo agradece o cantor Michael Bublé, como o seu cantor favorito, revelando sua gratidão e afeto pelo mesmo. Judith Mcnaught mostra na prática os seus sentimentos pelo cantor, destacando no livro um trecho sobre a vida do mesmo e suas músicas.

Portanto, voltando ao livro, quero deixar claro que ele é bom sim, mas somente para ler como uma distração. Ahhh, esperava muito mais da autora. Além do preço nas livrarias ser um tanto abusivo, imaginei algo completamente diferente, equivalente pelo menos ao livro Em Busca do Paraíso ou Tudo por Amor...

Este livro com certeza não está entre meus favoritos da autora. Uma pena!

12 comentários:

Driza disse...

É isso aí Lili,
Foi bom, mas foi ruim. O mesmo sentimento que eu tive...
bjs

Driza

Lili disse...

Snif, Snif...
Aí meu dinheiro!
Bom, mas faz parte! E felizmente para muita gente (ví nos fóruns) o livro foi maravilhoso. Acho que tô ficando chata... não querendo te incluir nisso Driza hauhauhauha
bjs

Vivi Bastos disse...

Faz parte ir contra a maré, Lili...hehehe.
Eu ainda quero lê-lo. Afinal, livro da Judith é artigo de colecionador para mim.

Beijos

Lili disse...

Vivi, espero sinceramente que vc goste do livro.
Depois que vc ler comente o que achou!!

beijos

Driza disse...

Oi Lili,
a gente não está ficando chata, não. Apenas mais exigentes. Se é que isso não dá no mesmo né? rssss
Mas falando em detonar alguém, já leu meu comentário sobre Testemunha Mortal? Quase que não publiquei por consideração aos fãs, mas no fim, não me conti. Tinha que desabafar!
bjs

Lili disse...

Ah Driza...eu não queria comentar pois ia ser chata-exigente de novo rsrsrs
Mas já que vc citou... Eu só li o 1º e ví que a receita seria a mesma para os demais livros da série.

Peço desculpas as fãs, mas Nora Roberts para mim já era, descartei da minha lista!

Bjs

Regina disse...

Realmente não é o melhor livro dela, mas gostei da história. Apesar dos cliches e do fraco suspense, achei que os diálogos compensaram essa falta.

Amei os capítulos finais, quando Judith nos brindou com cenas tocantes e românticas. E fiquei curiosa ao saber que ela vai publicar a história de Holly com um Westmoreland. Vamos ver o que vai dar.

bjs

Regina

Regina disse...

Realmente não é o melhor livro dela, mas gostei da história. Apesar dos cliches e do fraco suspense, achei que os diálogos compensaram essa falta.

Amei os capítulos finais, quando Judith nos brindou com cenas tocantes e românticas. E fiquei curiosa ao saber que ela vai publicar a história de Holly com um Westmoreland. Vamos ver o que vai dar.

bjs

Regina

Jeanne Rodrigues disse...

Driza,

Passando só pra dizer que nao vou comentar enquanto não ler o livro.

E que nem os comentários irei ler...risos...

Tomara que a véia da curiosidade nao aflore...

Bjos

Jeanne Rodrigues disse...

Lili,

Passando pra acertar...
Mas como tinha visto o nome da Driza em outro post, achei que era o dela..risos...

Bjos,

Vivi disse...

Lili, o que foi essa parte policial? Realmente, a Judith precisa melhorar nesse quesito...rs

Milka Euphania disse...

A parte final é realmente meio 'batida', falta mais cenas deles dois com certeza!

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