Todo Ar que Respiras – Judith McNaught

capa todo ar que respiras Sinopse: Dona de um restaurante em Chicago, Kate Donovan não poupa esforços para cumprir seus objetivos. Mitchell Wyatt é um empresário de personalidade indomável, herdeiro da expressiva fortuna da família Wyatt. Kate tentou resistir a Mitchell, mas foi em vão. A princípio, deram passagem à timidez, mas com o tempo se entregaram a um turbilhão de emoções novas e mágicas, diferente de todas as experiências que já haviam vivenciado.
O cenário da paixão arrebatadora é a ilha tropical de Anguila, terrritório britânico no Mar do Caribe. Mas a plenitude da felicidade chega ao fim quando Mitchell é intimado por sua família a comparecer ao interrogatório sobre o desaparecimento de seu irmão.
Insegura, Kate começa a desconfiar do que sabe a respeito de sua misteriosa paixão.
Numa história que dosa paixão, mistério, assassinato e psicologia em tom dinâmico e arrebatador, a mestre do romance Judith McNaught, autora do best- seller
Whitney, Meu Amor, instiga leitores do mundo inteiro a conhecer o desfexo dessa eletrizante relação de Kate e Mitchell e das inúmeras intrigas em que se envolvem.

-- * --

Para Vivi Bastos, Amiga

Quando é que se diz a alguém que ela é todo ar que você respira? Quando se ama muito, mesmo! Apaixonadamente, incontrolável, se entrega, se abandona, quando nada mais importa, quando tudo mais perde o sentido, quando necessita física e mentalmente dessa pessoa para continuar a viver.

E o que é que se espera de um livro com um título assim? Magia!

Kate Donovan procurava magia... E encontrou! Uma magia com nome e sobrenome: Mitchell Wyatt. E quem é o mais enfeitiçado? Você, eu, nós leitoras... Não dá pra não se apaixonar por ele.

Judith McNaught é romancista e como tal é muito habilidosa. Nesse título eu amei, me deliciei e suspirei com o amor lindo entre Mitchell e Kate, que se conheceram em uma ilha paradisíaca quando ele foi visitar sua casa em construção e ela tentava se recuperar da morte do pai.

Com diálogos quentes e sedutores, sempre com um toque de humor muito agradável, Mitchell e Kate começam a se relacionar, mas ela tem um namorado que será um empecilho e ele um passado que pretende não divulgar.

O romance é doce e envolvente, porém Todo Ar que Respiras tem um lado policial que deixou a desejar.

No início do livro temos o envolvimento da polícia tentando esclarecer o desaparecimento do meio irmão de Mitchell, sendo ele o principal suspeito. Achei o argumento frágil para essa suposição. Essa conjetura se deu apenas porque o meio irmão sumiu quando Mitchell estava sendo reintegrado na família que a rejeitou desde quando nasceu. Bobo, não? E depois lá adiante, quando encontram o corpo e uma prova (plantada, claro) de que poderia ser Mitchell o assassino, ele provou sua inocência tão facilmente que não deu nem tempo para surgir aquele sentimento de injustiça na história. O verdadeiro assassino é logo descoberto e tudo é concluído sem muitos dramas. Acho que esse lado poderia ter rendido mais, talvez tenha faltado habilidade para a autora desenvolver uma trama policial.

Nesse ínterim acontece o desencontro dos amantes e aqui temos de volta a destreza de Judith McNaught e somos acometidos pelos mais diversos sentimentos: raiva da mocinha, pena do mocinho, rancor da própria autora por separar o casal e por aí vai.

Surgem assim outros personagens na história, como Holly, que é a melhor amiga de Kate; Calli, motorista, guarda-costas e irmão por consideração de Mitchell; o tio de Kate que também é padre e ainda outros que proporcionam ótimos momentos na trama. Em vários momentos também temos a prazerosa participação de Matthew Farrell e Meredith Brancoft de Em Busca do Paraíso, um grande sucesso de Judtih.

Mas a autora se perde novamente ao deixar de lado fatos como a mania que Kate tinha de fazer listas de prós e contras para tudo, no início essa parecia ser uma característica marcante da personagem, mas depois não foi mais falado do assunto. E, antes do casal principal se reencontrar, Mitchell estava envolvido com uma atriz, que não foi mais citada depois, simplesmente a atriz não voltou a aparecer na história e o caso deles não teve um desfecho. E mais um ato falho na parte policial: o pai de Kate morreu num tiroteio, mas ficou por isso, não foi desvendado o porquê e nem os autores do crime. Aliás, esse crime nem foi trabalhado na história, foi só um detalhe jogado e abandonado na história. Não gostei disso.

Outra coisa que me incomodou muito, foi o fato de um capítulo inteiro ser destinado à troca de informações de duas secretárias de Mitchell, achei isso muito desnecessário.

Mas o reencontro... Foi belo. O bandido da história – aquele que matou o meio irmão de Mitchell – volta a atacar e desta vez envolvendo diretamente alguém muito importante para Mitchell e Kate, que a partir de então voltam a se relacionar, ainda que não intimamente de imediato, isso não demorará a acontecer.

Mas, assim como Em Busca do Paraíso, os acontecimentos se atropelaram e o final se deu muito rápido, deixando aquela já conhecida sensação de quero mais quando se trata de uma obra de Judith McNaught. Mal temos notícia da prisão do bandido e o casal se ajeitará muito fácil. Têm falhas? Sim, muitas. Mas Judith tem crédito e só por isso já vale a pena. E a sensação que perdura é de que a história é bela.

13 comentários:

Vivi Bastos disse...

Eu conheço a Driza!

A Driza me conhece! E ela tudodibão!

Obrigada pela dedicatória, post guardado no coração, visse, amiga?

Adorei. Os livros da Judith tem sempre esse ar de convocação, de chamamento do qual não se pode esquivar. Eu não sou besta, claro que vou ler. ;)

Adoro seus personagens e mesmo quando ela derrapa, a coisa não desanda ao ponto de me tentar a tacar o livro na parede. AMO!

A história vista sob seu olhar parece realmente ser mágica e apaixonante, Driza. Lá vou eu me preparar!

Mais uma vez, obrigada!

Beijocas
Vivi

Vivi Bastos disse...

Nossa, fui olhar o preço do livro e surtei. Tá carim, né?

Olha a grife Mcnaught, aí!

Driza disse...

Oi Vivi,
Fiquei com medo de parecer muito crítica, tentei fazer uma análise com dosagem iguais dos lados técnicos e emocionais. Acho que deu certo.
Caro sim, e olha só, quem lançou foi a Bertrand Brasil. Ela perdeu um monte de dinheiro por não prestar atenção em Judith antes, e agora deve estar querendo recuperar tudo numa tacada só. Absurdo!
Enfim, a dedicatória foi de coração.

bjs

Driza

Lili disse...

Driza querida, não li ainda seu post...Mas ví por cima que algo a incomodou rsrsrs
Estou terminando de ler. Estou na parte que descobrem que Mitchell não tem nada a ver com o crime... Estou na metade do livro e prefiro ainda não ler seu post...
Ai meus sais, estou roendo as unhas, vou retomar a leitura agora!

bjs

marcia disse...

hehe...só a Judith pra fazer isso com a gente. Mesmo com algum furo, ela não se perde, não é? Amo os mocinhos dela. Eles tem "pegada".Céus!!!!

Driza disse...

Oi Lili,
com tudo e por tudo eu adorei o romance e o casal.
Agora, não comentei sobre as músicas citadas no livro, me atrevo a dizer que essa tarefa é sua!!
Mas posso dizer que de agora em diante sempre que ouvir Every Breath you Take, é a esse livro que vou associar.
Vai lá, arrasa!!

bjs

Driza

Aline disse...

Judith é Judith!
Seja caro, seja raro, seja médio, estou sempre com vontade de ler!
E o comentário da Driza, com todas as nuances do livro, só fez a minha vontade aumentar!

Vivi disse...

Driza, não poderia voltar aqui para endossar a sua percepção do livro. Muitas poltas soltas...acho que esse livro ainda não estava pronto quando foi para o prelo. Deception!

marcia disse...

oi,
eu sou Marcia,e estou começando agora, no chá das cinco, adoro os livros de Judith, e gortaria de saber se já consigo baixar este livro.
obrigada, beijos....

Driza disse...

Oi Márcia,

obrigada pela visita. Mas, eu não sei te informar se esse livro já existe em ebook.

bjs

Driza

Paula Oliveira disse...

Oi, adorei a resenha. Comprei o livro em junho e posso dizer qye valeu a pena. Apesar das críticas em relação ao desenlace de algumas tramas, o livro é lindo. Releio ele sempre, principalemnte a parte da Kate falando que quer a magia, é realmente lindo.

Parabéns pelo blog!

beijos

Paula

Anônimo disse...

Eu penso que ela usou esse lado policial para "desenhar" o personagem do sobrinho do Mitchell, para depois poder introduzir aquele acontecimento trágico que vai reaproximar o Mitchell e a Kate. Talvez ela tenha tido receio de a história ficar muito parecida com a do Zach. Talvez ela não devesse ter entrado por aí, se não pretendia desenvolver, mas tb acho que a gente esperava um desenvolvimento precisamente porque foi o que aconteceu na história do Zach, caso contrário a gente não teria dado pela falta de um. De qq forma eu achei que eles tiveram pouco tempo juntos. 48 horas de amor (esa parte do livro é linda), depois se reencontram em uma festa e é um capítulo bem rápido. Depois se reencontram e o livro entra no desfecho sem que eu tenha sentido que fiquei "saciada" de Kate e Mitchell. Parece que faltou mais cenas deles.

Ah, e as cenas do Mitchell com o Danny são TOCANTES, lindas, encantadoras. Só por isso e pelas palavras finais, mais o início da história deles, essa história vale que a gente perdoe todas as falhas. beijo

Carla

Milka Euphania disse...

Comentário pertinente muito bem detalhado o seu! Já virei fã do blog!

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