A Mulher do Viajante no Tempo - Audrey Niffenegger

"Uma sublime história de amor... Deixa no leitor a sensação da riqueza e da estranheza da vida." – Publishers Weekly

"Em sua estréia literária, a americana Audrey Niffenegger conseguiu um feito pouco comum para escritores iniciantes no gênero da ficção. Sucesso de vendas nos EUA, seu livro foi apontado pela crítica especializada como uma releitura inovadora e inteligente do romance de amor, e teve seus direitos cinematográficos comprados por Hollywood.
O livro narra a história do casal Henry e Clare. Quando os dois se conhecem Henry tem 28 anos e Clare, 20. Ele é um moderno bibliotecário; ela, uma linda estudante de arte. Os dois se apaixonam, se casam e passam a perseguir os objetivos comuns à maioria dos casais: filhos, bons amigos, um trabalho gratificante. Mas o seu casamento nunca poderá ser normal.
Henry sofre de um distúrbio genético raro. De tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele se vê viajando no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.
A superação das dificuldades encontradas no relacionamento, a ausência e a saudade são tratadas com muita sensibilidade, inteligência e bom humor pela autora. O livro mostra que o verdadeiro amor é capaz de transpor todas as barreiras – inclusive a mais implacável de todas: o tempo. "

Num momento de folga, tentando encontrar o que ler, lembrei-me deste livro há um ano guardado na estante. Na época que o comprei, não consegui passar das primeiras páginas, por isso, abandonei a leitura. Acredito que não era o momento. Dois dias atrás, resolvi que era hora de dar uma nova chance a ele, e foi a melhor atitude literária do ano!
Não há como contar essa história sem parecer maluquice. Como explicar um homem que viaja no tempo? Segundo Henry, suas viagens ocorrem em intervalos de 50 anos, para frente e para trás. Ele não tem controle sobre os lugares e as épocas para onde quer ir. Simplesmente, vai. E aparece no outro tempo completamente nu, sujeito ao frio, à violência e ao assombro das pessoas que possam encontrá-lo.
O livro inicia com Henry, 28 anos, tendo seu primeiro contato com Clare, 20 anos. Acontece que Clare já o conhece desde os 06 anos. Henry foi sua companhia constante da infância, da juventude, aparecendo no campo atrás da sua casa, com as mais diversas idades, sempre depois dos 28 anos. Explica-se tamanha estranheza porque Henry viajava no tempo para o passado, depois de se apaixonar por Clare na idade adulta. Ele tinha encontros inocentes com sua esposa do presente quando ela ainda era uma criança. E os encontros melhoram conforme Clare cresce e entende o que Henry significa para ela.

Clare sabe tudo de Henry, mas no primeiro encontro com os dois personagens na mesma época, sem viagens temporais, Henry não sabe nada de Clare. Não quer dizer que ele não se lembre, ele simplesmente ainda não foi ao passado. Ele ainda não tinha viajado para encontrá-la na infância. Isso torna o Henry do presente uma surpresa para Claire, e ela tem que aprender a aceitar um jovem confuso com uma estranha doença. Ao mesmo tempo, Clare tem vaga noção do que se passará no futuro porque Henry lhe contou umas poucas coisas do casamento dos dois. Parece complicado o encontro do passado de Clare com o futuro de Henry, e depois o encontro deles no presente, mas não é. O livro é muito bem escrito. A história vai se encaixando conforme as páginas se sucedem.

Não é fácil ser esposa de um viajante do tempo. Ele some sem dar aviso. Pode retornar em minutos, ou dias, ou semanas. O retorno pode ser alegre, mas pode ser traumático. Henry pode surgir machucado, em lugares estranhos, e nas horas mais impróprias. Enquanto ele vive situações no passado e no futuro, Clare aguarda pacientemente. As ausências dele nos momentos importantes, a constante solidão, os mistérios da doença, tudo contribui para que o casamento dos dois seja feito de altos e baixos, mas o amor sempre fala muito mais alto. Henry tenta buscar uma cura, submetendo-se a um tratamento experimental arriscado. Clare passa por momentos inimagináveis, como nas diversas vezes que se depara com dois Henrys, o do presente e o outro, viajante do tempo. Henry também nos surpreende fazendo surgir cenas, no mínimo, curiosas. Os encontros com seus eus de outras épocas são estranhos.

O trabalho, o casamento, tudo deveria ser comum, mas existe a doença e ela é implacável. As consequências da doença se manifestam nas formas mais dolorosas possíveis. Clare tem diversos abortos, Henry se machuca diversas vezes, some nas horas essenciais e faz o que era certo ser apenas temporário. Afinal, tudo pode acontecer com um casal governado por tão estranha rotina. Superar as dificuldades, aceitar o estranho e buscar uma cura são os objetivos dos dois apaixonados. O romance é intenso e emocionante.

A densidade dos personagens e a criatividade da história tornam o livro uma aventura imperdível. A melhor leitura de romance do ano para mim.
Devido ao grande sucesso, o livro já virou filme. Com estréia prevista aqui no Brasil para 30.10.2009, ganhou o título de "Te Amarei para Sempre".

14 comentários:

Diana Bitten disse...

Sou uma leitora viciada, esse é o melhor termo.

Mas, não sei o que ocorre comigo em relação à esse livro, já perdi o número de vezes que comecei a lê-lo e não consegui continuar...

Acredito mesmo que seja bom, já tive indicações positivas dele, mas eu realmente tenho um bloqueio.

Tentarei novamente!!!

Vivi Bastos disse...

Li o livro no ano passado. Foi a descoberta do ano. Valeu relembrar através de suas palavras a essência de uma trama tão impactante.

Beijos

Regina disse...

Adorei seu comentário!! Resumiu o livro lindamente. É um livro belíssimo e que me emocionou muito. Certamente merece releitura.

bjs

Driza disse...

Oi Aline,
fico feliz que vc tenha tido sentimentos tão bons com a leitura desse livro. Ele realmente é fora do comum. Faz a gente se entregar nas mãos dos personagens. E aquele final, meu Deus, como chorei!!
bjs

Driza

Medéia disse...

Eu tenho vontade de ler este livro, mas não tô numa época de querer chorar... eh eh eh

Vou esperar minhas férias...

Beijos

Cristine Martin disse...

Oi Aline,

Que ótima surpresa conhecer este blog, pois também adoro livros! E este em especial, além de ter sido o último que li (aliás, reli), é um dos meus preferidos. Muito bem escrito e com uma história envolvente, não há como não se apaixonar pela história de amor de Henry e Clare.

Venha visitar meu blog, também escrevo sobre livros e filmes, vocês são todas bem-vindas!

Rato de Biblioteca

Um abraço,

Cristine

Aline disse...

OI, meninas,

Após um ano de espera, o filme sairá, na previsão, em 30.10.09.

Pôster lindo aqui no link. E o título do nosso filme brazuca, prá variar, não tem nada a ver com o título original.

http://cinema.cineclick.uol.com.br/filmes/ficha/nomefilme/te-amarei-para-sempre/id/16119

Rai disse...

Puxa Aline!!!

Eu estava quase me esquecendo desse livro... e você faz lembrar da minha angustiada semana lagrimejante novamente!!!

Lindo romance... aquele final me matou...

Lindas palavras Aline, quisera eu ter esse dom, o máximo que faço é dizer que o livro foi maravilhoso...

Beijos
:)

Juliana disse...

Olha. Nao sabia desta història, vi o filme sem querer e adorei. Dificilmente me encanto com algum filme e este me encantei. Na verdade o filme nao é tao bom. Se perde em alguns momentos, mas imagino que amarei o livro. Irei procurà-lo!
:)

Marina Waski disse...

Assisti o filme e amei.
Ainda sinto vontade de chorar qndo me lembro...
Emocionante!
Quero ler o livro tb!

Valéria Knopp disse...

Não assisti ao filme e nem li o livro. Mas o farei. Este filme eu o vi na locadora onde pego filmes e fiquei "meio assim" sabe!? Pego, não pego. Agora com a decisão tomada, vou ao filme. Gosto de ver o filme e depois ler o livro, porque normalmente, o livro tem muito mais do que narra o livro! :P

Aline disse...

Olá, Valéria e Marina,

O livro é mil por cento melhor que o filme! Só tem UMA coisa boa que o livro não tem, o Eric Bana! :)
Mas, a imaginação dá um jeitinho.

Bjs

Valéria Knopp disse...

Aline, eu senti isso ao ler os livros da Stephenie Meyer da Saga Crepúsculo. Nada que um Robert Pattinson não apimente ainda mais a imaginação. Por isso gosto de ver e ler (filme e livro). Mas ao contrário foi quando li a coleção Diário de um Vampiro. Hoje, ao assistir à série, o Ian Somehalder é tudo de bom né!?!? Já era gato em Lost e agora, como vampiro... Dio Mio!!! bjs,

Cali disse...

Não tive a oportunidade de ler, mas já vi o filme 2 vezes...ameiiiiiiiiii!! Muito linda a história deles...um amor assim emocionante, apaixonadooooo, q lutam para fk juntos, mesmo com a questão:"tempo", "doença"...Vale a pena assistir e com certeza ler!!! òtima resenha!!!

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