A Espada de Fortriu - As Crônicas de Bridei II

"A Espada de Fortriu cobre os primeiros seis anos do reinado de Bridei como rei de Fortriu.
O reino de Fortriu gozou cinco anos de paz desde que Bridei chegou ao trono. Agora, o rei prepara-se para uma guerra há muito esperada que, segundo pensa, banirá para sempre do Ocidente os invasores Galeses. A princesa Ana, refém de Fortriu desde a sua infância, é enviada para Norte, para se casar, estrategicamente, com um líder que nunca viu, e com isso ganhar um aliado no qual se baseia a vitória de Bridei. A sua escolta é conduzida por um homem que ela despreza: o enigmático Faolan, assassino e espião de Bridei. A expedição era malfadada, e quando chegou à fortaleza do chefe Alpin, situado no misterioso bosque de Briar, ela sentia-se desassossegada. Este é um lugar repleto de segredos. Quando Ana descobriu um prisioneiro enclausurado no mais desolado das prisões, ela encontrou uma conspiração de silêncio. Entretanto, Faolan caminhava entre a ténue linha que separa lealdade e traição.
O exército de Bridei marchava para a guerra. Porém, foi revelado aos que ficaram para trás que o seu rei não somente caminhava em direção à derrota, mas também para uma morte certa... o tempo urge e só existe um único mensageiro capaz de chegar a horas para evitar o desastre. Para alistar o seu serviço, Ana poderá perder o que lhe é mais querido. "

Acabei de ler mais uma maravilhosa obra de Juliet Marillier. Ainda estou degustando suas últimas palavras...Não tem como não se emocionar no final e em vários momentos da história. O livro é tocante, mesmo através de grandes cenas de guerra, a autora consegue nos passar o que vai na alma daqueles grandes guerreiros e principalmente de seu Rei Bridei _ a espada de Fortriu que será desta vez um personagem secundário, mas onde podemos ainda apreciar a sua continuidade desde o Espelho Negro.

Juliet Marillier na minha opinião é uma das melhores escritoras de seu gênero literário. Com maestria a autora recria com perfeição os cenários, seus marcantes personagens, o enredo com tanto misticismo e o seu envolvimento em afunilar tantas histórias, de lendas e magia, são simplesmente excepcionais!

Em a Espada de Fortriu destaco Faolan, que entre tantos personagens literários que já li, será para mim durante muito tempo apreciado e lembrado.Ele já tem sua presença marcada, em um papel fundamental no livro anterior Espelho Negro. Mas, é neste segundo livro da série que o leitor irá realmente conhecer um dos personagens mais marcantes de Juliet Marillier. Estou ainda com a minha emoção muito aflorada para escrever mais sobre esta história. Mas, garanto para quem principalmente gosta do estilo, não só uma obra de excelente entretenimento, como uma obra que irá realmente emocioná-los. Vou caminhando para o último livro da série, com muito pesar. Mas feliz por ter Faolan mais uma vez como personagem principal, e irei junto com ele em sua mais difícil e verdadeira jornada.

Agora deixo um trecho do livro:

"— Fomos nós, não foi? — perguntou, com uma sensação de perda no coração. — Drustan e eu afastamos-te. Isto é terrível, Faolan, cruel e errado. Sei o que Bridei representa para ti. Não podes deixar que o que aconteceu estrague essa ligação. O teu irmão morreu e essa morte levou um pouco do teu espírito. Não deixes que a fúria te roube um amigo tão próximo como qualquer irmão. Talvez julgues que fracassaste na tua missão. Bridei não vai concordar. Pelo menos espera no Monte Branco, até que ele tenha oportunidade de to dizer.

Faolan soltou gentilmente as mãos, puxou o saco que tinha às costas mais para cima e virou-se.

— Por vezes há coisas que não devem ser ditas — indicou. — Às vezes é melhor guardar silêncio. Tenho de partir. Sinto uma urgência, uma necessidade de regressar à corte rapidamente, mesmo sabendo que Bridei estará fora. Isso impele-me ainda mais do que...

— Ainda mais do que a tua aversão a veres-me e a Drustan juntos? - perguntou-lhe Ana, sem rodeios.

— Qual o casal de amantes que aprecia um observador permanente? - O tom era amargo.

— Desejo-te o melhor. Adeus, Ana. — Com alguns passos sob as árvores, Faolan desapareceu de vista antes que a jovem conseguisse ganhar fôlego para responder, embora não fizesse idéia de qual poderia ser a resposta.

Esperou por Drustan sentada na relva, as mãos à volta dos joelhos, tentando não aceitar a convicção cada vez mais forte de que, sem a presença de Drustan e de Faolan, faltar-lhe-ia sempre uma parte essencial do seu ser. A sua mente não o admitia, não podia ser verdade, estava longe de tudo o que esperara, era uma irregularidade num caminho futuro, que deveria estender-se de uma forma exata. Nunca acreditara que pudesse ter a felicidade de encontrar um homem que viesse a amar como a Drustan, uma paixão inebriante que apagava tudo o resto. Quase tudo. Havia Faolan: o seu amigo mais querido, o companheiro sempre presente e forte, o seu complemento. Amparara-a quando o caminho se desmoronara a seus pés. A sua música fizera-a chorar. Os seus braços tinham afastado as trevas. Os olhos disseram-lhe... Os olhos disseram-lhe que ele a amava tal como Fionnbharr amava Aoife, a fada, com uma paixão profunda e inabalável. Soubera-o desde o dia na floresta em que o acusara de ciúmes. Era a força dos seus próprios sentimentos que lhe parecia nova e chocante. Algo tomara conta dela sorrateiramente, algo cujo significado apenas percebera naquele momento, depois de Faolan se ter ido embora. A deusa brincara com ela, trazendo-lhe não um, mas dois homens para amar. E, por mais que lhe custasse admiti-lo, parecia a Ana que precisava dos dois. Tal nunca poderia ser. Faolan tinha razão. Naquele jogo cruel a três, um deles destinava-se a ficar sozinho."

***

2 comentários:

Driza disse...

Oi Lili,

interessante essa obra, obrigada pela indicação.

bj - Driza

Viviane Lima disse...

Lili e suas descobertas intrigantes. Valeu pela dica!

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