“- Sinto saudade do tempo em que a gente era amigo.
- Eu também. Tenho saudade das piadas idiotas, da vida de todos passada a limpo, daquela espécie de adolescência revivida do afeto que nos unia, da família que éramos. Quando nos separamos, eu perdi a família. Nós temos que ficar juntos. Nós que apesar de todas as diferenças nos queremos tanto, por tudo o que vivemos, pela cumplicidade que muitas vezes não é verbal, mas que se expressa na nossa afetividade, na agressão, no carinho que temo uns pelos outros, que é o carinho pela nossa juventude, nós não podemos romper, nos afastar.
- Que grande teatro! O que será que o Leo diria tudo isso?”
Este romance parte de um suicídio: o de Leo, e seus amigos reúnem-se para velar o corpo e tentar manter viva sua memória. Este reencontro mobilizará a retomada da “velha turma” que vivera intensamente os ideais da esquerda nos anos da ditadura militar brasileira (1964-1985). E tem como mote a amizade. A amizade, porém, se aqui rima com "fraternidade e solidariedade" (nas próprias palavras da autora), não rima necessariamente com felicidade.
Em torno do cadáver de Leo, que poderia ser o que quisesse, mas não sobreviveu a angustia, se juntam personagens que têm em comum a geração e a insatisfação com as respectivas vidas. Esta história é baseada em fatos reais da vida da autora, se articula em torno de um leito de morte. Na verdade, de um leito de suicídio, o do escritor e publicitário Leo (inspirado em Décio Bar, amigo da escritora, a quem o romance é dedicado).
Um livro baseado em diálogos, mais do que em descrições, onde os problemas, dinâmicas familiares, profissionais, sexuais e afetivas dos personagens nos remetem a uma crise de geração, em que os sonhos foram frustrados e não há esperança de uma vida diferente.
Achei o livro interessante, mas, faltou me cativar pelos personagens, os achei altamente frustrados, e isso me dava uma grande agonia, claro que num velório, todos estariam tristes, mas, eles estão tristes com as suas vidas e em certos momentos até esquecem porque se reuniram.
Em torno do cadáver de Leo, que poderia ser o que quisesse, mas não sobreviveu a angustia, se juntam personagens que têm em comum a geração e a insatisfação com as respectivas vidas. Esta história é baseada em fatos reais da vida da autora, se articula em torno de um leito de morte. Na verdade, de um leito de suicídio, o do escritor e publicitário Leo (inspirado em Décio Bar, amigo da escritora, a quem o romance é dedicado).
Um livro baseado em diálogos, mais do que em descrições, onde os problemas, dinâmicas familiares, profissionais, sexuais e afetivas dos personagens nos remetem a uma crise de geração, em que os sonhos foram frustrados e não há esperança de uma vida diferente.
Achei o livro interessante, mas, faltou me cativar pelos personagens, os achei altamente frustrados, e isso me dava uma grande agonia, claro que num velório, todos estariam tristes, mas, eles estão tristes com as suas vidas e em certos momentos até esquecem porque se reuniram.