"Há um momento na vida em que somos forçados a amadurecer. Foi neste meio do caminho entre a juventude e a vida adulta que Kelly Corrigan descobriu um caroço no seio. E viu o homem que mais ama, seu pai, sofrer a volta de um câncer que parecia curado. O baque faz com que reflita sobre seu lugar no mundo e passe a vê-lo de uma forma tão amorosa que cada minuto parece um presente. Best-seller imediato nos Estados Unidos, onde ganhou o prêmio Books for a Better Life 2008, este livro tem se mantido há vários meses no topo das listas de mais vendidos por seu encantamento e por mostrar como são os laços de família que nos sustentam nas horas mais difíceis."Uma das melhores sensações do mundo é viver harmonicamente em família. Ter o apoio, o amor, o suporte emocional e a aceitação, tão importantes para o crescimento da personalidade de alguém. A família de Kelly Corrigan está lindamente retratada neste livro, superando em conjunto uma dificuldade que parece insuperável, o câncer. Na onda dos livros autobiográficos, essa história é única e, ao mesmo tempo, comum, porque são muitas as pessoas que passam pelo drama da doença, que precisam de forças para reagir e ver que ainda há esperança.
Kelly, casada, com duas filhas bem pequenas, descobre um caroço no seio, e o diagnóstico é câncer. Entre o tratamento e a luta pela sobrevivência, Kelly abre seu coração para contar a vida da sua família: mãe, irmãos e o pai muito especial. Numa narrativa leve e simples, repleta de expressões coloquiais e alegres, vemos o cotidiano de pessoas unidas mais que pelos laços de sangue, unidas pelo afeto. A autora faz uma declaração de amor em especial ao seu pai, um homem bonachão, cheio de histórias divertidas, que me fizeram rir demais. O Verdão, como é carinhosamente conhecido, é algo como uma figura mágica, um personagem dos livros surreais, tamanha sua capacidade de encantar a todos que o cercam. Mas, nem isso o defende do retorno de um câncer que todos julgavam acabado. A vida presente de Kelly passa a se dividir entre sua própria sobrevivência, sua rotina com duas meninas ativas e um marido maravilhoso, e a luta para salvar seu pai. Apesar de estar muitos quilômetros longe de sua família, vemos a autora muito presente na vida de todos, não deixando a distância física virar distância emocional.
Entre as lembranças do passado e o tempo presente, tão complicado, as páginas revelam uma bonita história para emocionar. Chorei, sorri. Com alguns episódios desnecessários, o livro, mesmo assim, flui muito bem, é leitura rápida. O que mais gostei foi o fato do livro falar de família, da importância dos pais, dos irmãos, dos filhos. Numa época onde tudo encolheu, até a família, a autora mostra que, para superar os piores momentos, nada como um clã unido e feliz.
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