Meu livro no chá das cinco é: O Caderno de Maya - Isabel Allende.
Sinopse:
A ação se passa em Chiloé, uma ilha no sul do Chile, e conta a história de Maya, uma garota criada pelos avós e que entra em parafuso quando o avô morre. Entrega-se a todos os vícios, quase deixa a avó maluca, torna-se uma verdadeira rebelde. Procurada pela polícia, é enviada pela avó para essa ilha no Chile. Passa a viver uma vida simples, tentando se regenerar da vida pregressa.
O livro conta:
Assunto super atual, juventude desregrada, sem rumo, e a busca por salvação num mundo maluco.
O livro é danado de bom porque:
Como todos os livros de Isabel Allende, a leitura é agradável e prende a atenção do leitor. É sempre uma história bem contada.
O livro em uma palavra: Interessante.
O que achou de ser a convidada do chá?
Adorei! Sou leitora inveterada e estava sentindo falta de contatos assim, troca de informações, de figurinhas, etc., etc. Feliz da vida!
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"Eliza Sommers é uma jovem chilena que vive em Valparaíso em 1849, ano em que se descobre ouro na Califórnia. O seu amante, Joaquín Andieta, a abandona, e parte para o Norte decidido a fazer fortuna e ela decide procurá-lo. A viagem infernal, escondida no porão de um veleiro, e a convivência numa terra onde só há homens e prostitutas atraídos pela febre do ouro, transformam a jovem inocente numa mulher fora do comum. Entretanto, toda essa transformação é feita com a ajuda e o afeto de Tao Chi'en, um médico chinês que a protege ao longo de uma viagem inesquecível pelos mistérios e contradições da condição humana. Filha da Fortuna é o retrato palpitante de uma época marcada pela violência e pela cobiça, onde cada protagonista redescobre o amor, a amizade, a compaixão e a coragem. Neste livro, considerado o seu mais ambicioso romance, Isabel Allende descreve um universo fascinante, povoado de estranhas personagens que, como tantas outras da autora, ficarão para sempre na memória e no coração de seus leitores."
Ler Isabel Allende foi um desafio fascinante. Passei um mês conturbado, onde procurei leituras rápidas. A Filha da Fortuna foi um romance que merecia ser mais profundamente degustado, pela beleza e detalhamento contidos em seus capítulos. Li em poucos dias, mas gostaria de ter tido mais tempo com Eliza e seus coadjuvantes. A história chilena, a exploração do ouro, a descoberta dos países distantes, tudo isso é encantador, e, nas palavras da autora, é irresistível.
Eliza é uma suposta órfã criada pela influente família Sommers, ingleses que se estabelecem no Chile. Na adolescência, apaixona-se perdidamente por um jovem, e foge para os Estados Unidos em busca de seu grande amor. Acaba na companhia de um misterioso chinês, na Califórnia, em meio à exploração do ouro. O livro trata da história de Eliza, seu crescimento, suas dores, suas decepções, suas alegrias. É uma heroína forte, valente, destemida. Outros muitos personagens se encontram na teia tecida pela autora. Com reviravoltas surpreendentes, o livro é gostoso de se ler. Embora tenha uma narrativa lenta, com pausas que retornam ao passado, ficamos aguardando o desenrolar dos fatos, ansiosos pelos próximos acontecimentos.
A escrita é permeada de expressões da cultura local. Descrições detalhadas nos situam na época do ouro na Califórnia. Sentimo-nos como antigamente, vivendo entre os povos que descobriram e exploraram riquezas nos Estados Unidos. Percebi que as mulheres de fibra são as rainhas das obras de Isabel Allende. Gostei muito do livro e pretendo ler o final dessa trilogia que atravessa 200 anos da história chilena.
Sinopse:"Parece que dando forma a esta devastação poderei ajudar você e me ajudar." Assim, Isabel Allende inicia Paula, o emocionante relato que se tornou a autobiografia de uma das mais populares e aclamadas autoras latino-americanas do século. Escrevendo o livro para sua filha, "para que quando desperte do coma conheça sua história e de sua mãe", Isabel Allende, ao saber que ela jamais voltaria à consciência, continuou escrevendo simplesmente "porque já não podia mais parar". O resultado é um livro mágico que carrega o leitor das lágrimas ao riso, do terror à sensualidade e ao encantamento. Paula são as memórias da autora, onde experiências pessoais e acontecimentos políticos se unem em torno de sua trágica perda. Mantendo um estilo que tornou famosos seus livros anteriores, a narrativa oscila entre o formato dirigido ao leitor e uma "carta" destinada à própria filha.
Desde o seu lançamento sempre tive muita vontade de ler este livro, mas, nunca aconteceu o momento certo para ler uma história que só pela sinopse já me comovia, então, quando proposto um autor latino-americano (a) no Desafio Literário, coloquei “Paula” na minha lista, e enfim, realizei o meu desejo de lê-lo.
Como já sabia foi uma leitura comovente e emocionante, passei por vários estágios,como o de alegria e de muita tristeza com as passagens e os personagens apresentados pela autora.
Isabel Allende, que teve sua filha Paula internada em dezembro de 1991 em um hospital da Espanha, gravemente enferma de uma doença, chama Porfíria. A escritora então resolver incentivada por algumas pessoas escrever durante os meses em que acompanhou o sofrimento da filha, em um coma irreversível, uma carta que , seria lida por Paula, quando ela despertasse, nesta carta, a autora narra os dias em que se encontrava no hospital cercada pela família, como também, conta os segredos mais íntimos e a história de sua família, desde a infância de Isabel.
Isabel desnuda a sua alma em um momento tão aterrador e nos premia com um livro de memórias apaixonante. O livro é muito bom, mesmo, que tenha sido feito a partir de uma tragédia, e isso para mim, em alguns momentos me trouxe o desconforto em já saber o desfecho dele.
Filha de Tomás Allende, funcionário diplomático e primo irmão de Salvador Allende, e de Francisca Llona. Isabel é considerada uma das principais revelações da literatura latino-americana da década de 1980. Sua obra é marcada pela ditadura no Chile, implantada com o golpe militar que em 1973 derrubou o governo do primo de seu pai, o presidente Salvador Allende (1908-1973). Escreveu A casa dos espíritos (1982) e ganhou reconhecimento de público e crítica. A obra é filmada em 1993 por Bille August, com Jeremy Irons e Meryl Streep. Em 1995 lança o livro Paula, que a autora escreve para a sua filha que está em coma devido a um ataque de porfiria. Como a autora não sabia se a memória voltasse após a saída do coma, Isabel Allende resolve contar a sua história para auxiliar a sua filha a lembrar dos fatos. Paula passa a ser então um retrato auto-biográfico. Sua filha não volta do coma e morre um tempo depois.