A Maré Rebelde - Alison McLeay


A história de uma mulher de espírito indomável,que não esmorece frente a tragédia e luta com todas as suas forcas contra as agruras do mundo em pleno século XIX. Rachel Dean é a protagonista que enfrenta as limitações e preconceitos contra o sexo feminino.

Um romance do século XIX, mas que bem poderia se passar nos dias de hoje. Nele, a heroina é um exemplo de coragem ao perseguir seus ideais e felicidade. Rachel Dean é a protagonista desta história de intensa emoções, diálogos fortes e com belas descrições, compondo um pano de fundo perfeito da sociedade da época. Mesmo quando era uma criança sem graça, Rachel já dava ares de rebeldia, preferindo catar ninhos de perdiz nos arbustos a brincar de boneca com as outras garotas de sua idade. Qual seria o destino mais provável dessa menina que vivia nos confins de uma ilha? Casar com um pescador e ter filhos. Essa perspectiva, porém, não estava nos planos de Rachel, que desafiava preconceitos e sonhava com a liberdade.

Quando Adam Gaunt apareceu em sua vida, ela teve certeza de que havia mais do que uma rotina doméstica a sua espera, bem longe dos limites daquele fim de mundo. Aquele homem aparentemente rude era a Natureza em si mesmo, representava o espírito de liberdade pelo qual Rachel tanto almejava. Ao mesmo tempo que a ensinava a cuidar de uma ave ferida, fazia-a observar o céu e entender as estrelas. E dizia coisas lindas, que faziam com que Rachel ficasse maravilhada, mas que somente anos mais tarde ela iria compreender: "O caçador e o arado, não há como ter os dois ao mesmo tempo, e toda tragédia está aí", afirmava Adam Gaunt, olhando na direção da constelação de Orion.

Para entender o significado daquelas palavras, Rachel teve que quebrar tabus, trilhar os caminhos espinhosos de uma sociedade preconceituosa e estigmatizante. Mas foi capaz de abandonar tudo para viver um grande amor. Passou fome, miséria, privações. O cansaço muitas vezes roubou-lhe a vitalidade da juventude. A maternidade deu-lhe amadurecimento. Mas Rachel jamais esmoreceu.

A partir das mudanças que ocorrem no interior da personagem, Alison McLeay constrói um romance envolvente e faz o leitor vibrar e sofrer como a alma de Rachel Dean. A autora faz um retrato encantador da Inglaterra do século XIX, com todas as suas mudanças sociais e econômicas. E une descrições minuciosas, elegantes e de uma beleza incrível de situações comuns de vida, a diálogos realistas, ora românticos, ora cruéis, que vão revelando a verdadeira trama da história: a busca da identidade, da verdade, da paixão do ser humano e do seu confronto com os grandes dilemas da vida. A maré rebelde é uma história de amor, de vida e principalmente de grandes ideais.

À Paty, pela amizade, confiança e empréstimo, mas acima de tudo por ser especial.

Depois do comentário da Lili, coloquei na minha lista de futuras aquisições. E ao ver que a Paty estava lendo, perguntei se ela estava gostando e ela, gentilmente, me emprestou.

Esse, definitivamente, é um daqueles livros polêmicos. Logo pelo comentário da Lili, já dá para sentir que algo bem ruim acontece e que a mocinha tem que dar a volta por cima.

Mas nem os meus maiores surtos de criatividade me preparou para o que acontece nesse livro. Calma, não é nenhuma agressão física, mas algo que me deixou bem possessa e com o sentimento bem ruim com o mocinho. Não lembro de ter lido nada parecido, podem acreditar foi surpreendente.

Adam é um caçador que aparece na vida de Rachel quando ela é ainda uma criança. Ela fica impressionada com ele e alguns anos se passam quando eles se reencontram.

Há vários vilões na estória que nos deixam boquiabertos diante de tanta maldade. Susannah e Frank são os piores. Susannah é a “amorosa” mãe de Rachel e por ela tive os piores sentimentos.

O livro é repleto de historia, fala da corrida do ouro e da colonização dos Estados Unidos. Não gosto muito de ler sobre esse período, pois acho a leitura bem cansativa, mas esse livro não me cansou. Tirando o mocinho que detestei, o livro é maravilhoso.

Só faço uma ressalva...O par romântico não combina.

Recomendo.

9 comentários:

Regina disse...

Oi Jê

A resenha da Lili já tinha me deixado curiosa. A sua aumentou ainda mais minha vontade de ler esse livro!!!!

Vou colocar na lista de desejos!

bjs

Driza disse...

Bateu-me uma curiosidade agora.... hummm. Tb quero ler.

bjs

Driza

Patricia Cardoso disse...

Olá Jê,

agradeço as palavras de carinho, e digo que todas vocês são muito importantes em minha vida. Voltando ao livro, foi uma leitura muito complexa, pois como você não suportei o "mocinho", e em vários momentos não conseguia acreditar nas atitudes dele, e a mocinha não merecia ter se apaixonado por outro.

Beijos,

Paty

Patricia Cardoso disse...

Retificando meu comentário...

A mocinha merecia ter se apaionado por outro, e esquecer definitivamente o "mocinho".

Beijos,

Paty

Vivi disse...

Hmmm...será que suportarei um casal que não combina?

Beijos

Lili disse...

Esse livro é polêmico mesmo! E o que gostei mais foi justamente os acontecimentos imprevisíveis!!

Hum, para mim o casal é daqueles em que os opostos se atraem!!

Recomendo também!

Lili

Lella disse...

Como gosto de ler livros que são repletos de detalhes, que foca acontecimentos reais da época em que se passa, o livro é perfeito!

Se possível, deve-se lê-lo sem pressa, para melhor entender os fatos (que são muitos). O "mocinho" é o retrato dos homens daquela época... Assustam as suas atitudes, ás vezes.

Vale a pena ler sim.

Lella

Abraço a todos.

blog da belinha disse...

É um dos poucos livros mais incrivéis que já li,com uma imensidão de detalhes dos acontecimentos,esse livro fara com que você mude seus conceitos,sobre o quê?leia e deduzam vcs mesmos,comprei ele e não me arrependo,pelo contrário,fico feliz e satisfeita com a minha escolha,dinheiro bem gasto,um bom investimento,não dinheiro jogado fora,esse livro é maravilhoso,recomendo ...

blog da belinha disse...

A jovem Rachel sofre coitada,vai além de suas próprias expectativas para o futuro,sua mãe é um verdadeiro monstro,não há outra forma melhor para compará-la.As decepcões amorosas pela qual a pobre Rachel passa,é uma realidade fria e dura,porém tão lamentável e tão dura que emociona qualquer um,tantas decepções amorosas,ela demostra tamanha força ao enfrentar cada uma delas,que leva qualquer pessoa a refletir,se fosse eu?será que suportária?muitos acontecimentos que vai além de decepções amorosas aflingem a jovem,estou terminando o livro,verei no que dará o grã final ,leiam o livro e verão,beijos e um grande abraço a todos.

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