A PAIXÃO de Jeanette Winterson

Em A PAIXÃO, Jeanette Winterson nos transporta aos turbulentos anos das Guerras Napoleônicas, entrelaçando o destino de dois personagens memoráveis: henri, um humilde soldado francês que segue o Imperador desde a glória até a ruína nos gélidos campos da rússia; e Villanelle, filha de um gondoleiro veneziano, uma bela jovem ruiva com uma deformidade incomum nos pés, que renunciou ao amor depois que o marido a perdeu em uma aposta.

A paixão é uma emoção de ampliação quase patológica do amor. O acometido de paixão perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele. É tipicamente um sentimento doloroso e patológico, porque, via de regra, o indivíduo perde a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de raciocínio.
Este conceito do sentimento chamado paixão foi retirado do Wikipedia, e exemplica muito bem a paixão de Henri por Villanelle. Henri, rapaz criado por uma mãe beata e pelo padre do Vilarejo, era extremamente pacífico e amoroso. Entrou para o exército de Napoleão por admirá-lo, amá-lo, e ao ser confrontado com os horrores dos campos gelados da Rússia, decepciona-se com Napoleão e deserta. Henri foge do exército napoleônico acompanhado por Villanelle, mulher que se travestia de homem, de paixões mundanas, que casou-se por sofrer uma decepção amorosa com uma mulher. Durante esta fuga Henri se apaixona por Villanelle, e essa paixão só traz dor para ele. Esta dor é causada pela vida mundana dela e seu passado complicado envolvido com o submundo de Veneza.

Gosto de finais felizes, e este não é o caso deste livro. A mensagem, que fica é que a paixão machuca, desvirtua nossa personalidade, nos faz fazer coisas que nos transformam naquilo que não gostaríamos de ser pelo outro. Fiquei frustrada, pois, espero sempre que apesar de tudo a paixão se transforme em amor e vença as intempéries.
O que destaco destaco de positivo deste livro é a descrição de Veneza no século XIX.

8 comentários:

Driza disse...

Oi Paty,
Eu não me importo se o final não for tão feliz, desde que toda a história em seu decorrer seja preciosa de se ler.
Mas senti que esse não é o caso, né?
Então, melhor deixar pra lá!

bjs

Vivi Bastos disse...

Oi, Paty

Pela sinopse me pareceu um livro tão promissor...rsr

Mas, como a Driza, os finais felizes pelo viés não me causam aborrecimento não. Para mim, o melhor final é aquela que se adequa a história lida.

Bjs

Regina disse...

Oi Paty

Pela sinopse o livro parece ser muito legal, mas pelo seu comentário percebe-se que não é tão bom assim.

bjs

Regina disse...

Oi Paty

Pela sinopse o livro parece ser muito legal, mas pelo seu comentário percebe-se que não é tão bom assim.

bjs

Jeanne Rodrigues disse...

Paty,

Gosto de finais felizes mas se houver uma bela estória sem final feliz então essa nunca me sairá da cabeça, por ficar imaginando um final melhor...

Pena que esse livro te deixou frustrada...

Bjosssss,

Patricia Cardoso disse...

Driza, Vivi e Jê,

acho que não me expressei muito bem, não me importo que o livro não tenha um final feliz, mas, quando toda a história me decepciona, ao menos poderia me brindar com um final feliz. Mas, isso é um delírio de minha parte, pois, acredito que quando o autor não consegue desenrolar uma história de maneira interessante, imagine se conseguirá escrever um final também interessante, seja feliz ou não!

Bjs.

Animais e psique disse...

Garotas,
Estou lendo "Arte e Mentiras" de Jeannete Winterson. Estou fascinado. Para mim ela está entre Gabriel Garcia Marques e Clarice Lispctor. Quando terminar a leitura digo o que achei aqui.
Não me preocupo muito com finais, para mim, a forma como se escreve é o mais importante. Seja como for, depois vou ler "Paixão" e comentar aquio que eu achei.
Por falar em achar, achei o site muito legal. Vou virar visita do chá...
Abreijos

arts kid disse...

Livro fantástico...eu tenho ele inclusive.
Adorei à história,mas o nome diz...
Paixão,ou seja,algo trágico.Por paixões muitas coisas acontecem,uma faca de dois gumes.Agora quando deste sentimento evolui para o amor,tudo se constrói e não destrói.
Henri inclusive demosnstra isso quando faz sua escolha.Porém,não vou falar...rsrsrsrr...perde à graça.
Fiquei triste sim,pois como um típico canceriano romântico gosto dos finais felizes,porém amante de uma tragédia.Digo este livro é muito bom.

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