
È 1944. O Capitão James Gould chega a Nápoles a tempo de, conforme sua atribuição de oficial de casamento, desencorajar os casamentos entre os soldados ingleses e as belíssimas italianas. O inocente e jovem oficial poderia lograr êxito se não fosse a distração personificada em uma bela viúva que entra em sua vida literalmente pela porta da cozinha. Lívia Pertini, a nova chef de cozinha dos oficiais aliados, cria banquetes capazes de aturdir os sentidos: tomates San Marzano suculentos de cor rubi, anchovas brilhantes e apetitosas batatas incrustradas na terra preta e vulcânica de Campânia. Irresistivelmente seduzido pela personalidade forte de Livia, James está prestes a aprender que seu coração está acima do dever. E que mesmo em tempo de guerra, os sabores ardidos da paixão podem ser tão festivos quanto o banquete da própria vida.
The wedding officer de Anthony Capella ganhou minha atenção pela boa aceitação por parte da crítica especializada e dos leitores. Por outro lado, como já havia lido seu primeiro romance: O alimento do amor (uma bela história baseada no clássico Cyrano de Bergerac), eu antecipava os elementos da leveza e do humor presentes na escrita de Capella. O que li não me decepcionou. Apenas reforçou a boa impressão anterior.
Capella tem uma visão particular e doce do amor. Em suas histórias, os personagens masculinos são os que se enternecem, os que se entregam mais passionalmente à relação. No caso de The wedding Officer, James Gould rompe com as imposições sociais para viver seu grande amor. Dedica a Lívia um amor íntegro, puro e crescente ao ponto de arriscar sua carreira para vivê-lo integralmente. Lindo mesmo de se ver!
Igualmente, no que tange ao período da guerra, destaco sensibilidade com que Capella expõe a condição feminina. No livro tem-se retratada a sujeição das mulheres à prostituição forçada com o fim digno da sobrevivência. Tal fato exerce fundamental importância na trama pois, é onde conflito se estabelece: o amor é capaz de tolerar o que, por princípios morais, é marcado pela mancha da infâmia? Essa passagem e outras como as das mulheres sifilíticas usadas como armas de guerra contra tropa inimiga são baseadas em fatos históricos. Vale a pena conhecer esse cruel cenário abordado no livro pois, a mim pareceu-me uma resposta humanitária às necessidades psicossociais das mulheres submetidas à violência sexual em situações de conflito.
Li no site do autor que The wedding officer virará filme pela New Line. O que não me espanta, pois a versão literária é completamente talhada para a telona. È fácil discernir o porquê. Primeiro: pela temática situada no período da Segunda Guerra Mundial. Segundo: A boa descrição da Itália (Nápoles) transporta o leitor direto para a cena. Terceiro: os personagens, inclusive os secundários, são apaixonantes. Devo acrescentar: não só por isso. O autor dosa de maneira apropriada as passagens trágicas e as humoradas. Aliás, humor é a assinatura de Capella. Em uma obra cinematrográfica, tais ingredientes são supervalorizados. Ou será que disse bobaginhas?
Com relação ao final, algumas falhazinhas se apresentaram tornando o desfecho pouco crível, a meu ver. Mas, pesando prós e contras, esse fator não compromete a qualidade do romance. Afinal, The wedding officer vale uma leitura sem compromissos outros que não seja a diversão.
Achei interessante esse aspecto das mulheres serem exploradas dessa forma na guerra. Nunca tinha ouvido falar. Fora isso, adorei o modo como descreveu a obra e o modo como o autor faz os homens mais passionais...
ResponderExcluirExcente dica!!
bjs
Oi Vivi,
ResponderExcluir"os personagens masculinos são os que se enternecem" - fiquei caidinha... Adoro!
bjs
Driza
Vivi,
ResponderExcluirMais uma dica anotada. Tbm nao tinha conhecimento de como as mulheres eram usadas na guerra.
Bjos,
Interessei-me demais! Já queria ler o outro dele, agora então... Estou com dois na lista!
ResponderExcluirHum! Parece bem interessante! A capa é fofa!
ResponderExcluirNunca li nada desse autor antes...É, tenho que ler em inglês...vai ser logo!!
Bjs